terça-feira, 11 de outubro de 2011

"Não quero que o Primeiro Emprego de meu filho, seja o último"

O drama vivido pela Sra. Leonir Maria Remonti Chaves, expressado em epígrafe, não deve ser ignorado por todos nós que defendemos a dignidade das pessoas que vivem do trabalho.
AUGUSTO CHAVES DA SILVA, seu filho de 18 anos de idade, arrumou seu primeiro emprego no Frigorífico da COOPAVEL em 10/02/2011.



Um mês depois já apresentava os primeiros sintomas, que aparentemente foram ignorados pela empresa. Foi demitido ilegalmente, pois está doente, em maio último. Neste ambiente de trabalho veio a desenvolver uma patologia vascular,  desencadeada pela temperatura muito baixa do ambiente, que o mantém hoje acamado em casa, com os pés necrosados (foto) e a espera de uma vaga do SUS para  realizar uma cirurgia de amputação nos membros inferiores.   

Em 03 de julho esta situação, veio ao conhecimento da AP-LER e inicialmente oficiamos a PRT, conforme oficio postado em 05/07/2011, com objetivo de impedir esta conduta a nosso ver ilegal e desumana da referida empresa.

Ato contínuo buscamos a Secretaria de Saúde de Cascavel e lá fomos atendidos pelo Secretario Ildemar Canto.  Prontamente foi disponibilizado os medicamentos para o tratamento, uma vez que a família não tem renda e a medicação custa em torno de R$ 300,00 por mês. Além disso, o Secretario preencheu o Padrão de Quesitos, para a solicitação de Auxílio-Doença junto ao INSS.

A AP-LER emitiu a CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho no dia 11/07/2011 e a perícia foi antecipada para dia quinta-feira (14/07) às 14:00 horas, dada a gravidade da situação.

Amigos e familiares solidários a este drama estão dando todo apoio necessário o que ameniza o sofrimento desta família. 

Além disso, estamos acompanhando e aguardando pra esta semana a abertura do leito para a internação e realização do procedimento cirúrgico no HUOP, pois o sofrimento físico causado por esta situação é agravado muito pela demora, espera e incerteza quanto ao sucesso do tratamento da doença.

O trabalho não deve ser fonte de sofrimento, mas meio de satisfação e realização profissional. Augusto Chaves da Silva é mais uma vitima deste processo que consome vida e saúde de seres humanos para multiplicar os lucros e a ganância empresarial.

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